O professor deve inspirar e criticar
Todo ideal descamba.
Todos os ideais descambam?
Devemos focar na pureza do ideal ou nas falhas da construção?
📚 A melancolia do historiador
Li um texto que me fez pensar em ideais e corrupção. O texto é de Edward Gibbon, historiador inglês famoso por escrever sobre a Queda do Império Romano.
“O teólogo pode bem se deleitar na tarefa de descrever a Religião descendo do Céu revestida de sua pureza natural. Ao historiador compete um encargo melancólico. Cumpre-lhe descobrir a inevitável mistura de erro e corrupção contraída pela mensagem divina na sua longa residência sobre a terra.
Edward Gibbon diz que o trabalho do historiador é melancólico porque ele precisa mostrar como os ideais mais nobres resultam ações cheias de erros. O ideal nunca é atingido.
🎓 O professor entre dois deveres
Essa passagem me faz pensar no trabalho do professor. O professor precisa caminhar entre essas duas missões. Ele deve inspirar e criticar. Ser inspirador e crítico. É um grande desafio.
Professores e professoras precisam ter fé nos ideais; caso contrário, é quase impossível trabalhar com educação. Difícil demais transmitir algo. É preciso defender ideais, dizer que eles têm valor, e defender que a nova geração deve lutar pelos ideais.







